A MORTE DE IVAN ILITCH
A MORTE DE IVAN
ILITCH:
Autor: Leon Tolstói
Gênero: Novela
Esta incrível novela de Tolstói é
considerada por muitos críticos a maior novela da literatura mundial, então ela
precisa de um espaço aqui no blog.
A história
começa no ano de 1882, quando um grupo de membros da Corte russa e um promotor
recebem a notícia de que um colega de trabalho, Ivan Ilitch, faleceu e a esposa
do defunto convida-os para o funeral. Depois dessa pequena introdução, Tolstói
começa a contar sobre a vida de Ivan: como era sua família, como passou a
adolescência, onde ele estudou, como era seu trabalho, como se deu o casamento,
quem eram seus filhos, como começa a ficar doente e como ocorre seu processo de
deixar a vida.
Um livro que
no começo parece até um pouco engraçado e com críticas à hipocrisia das classes
mais altas, já que Ivan Ilitch fazia tudo pensando em agradar a alta sociedade
(inclusive seu casamento não foi por amor, foi mais por conveniência). Mas
quando a doença do protagonista começa e se desenrola todo esse processo de
como é lidar com a morte, a novela se torna angustiante. Era uma vida que você
acaba conhecendo, apesar dos defeitos, como alguém simplesmente morre? E se a
morte vai tirar seus bens materiais, por que insistimos em comprar o que os
outros querem, em ser o que os outros querem e em fazer o que os outros querem?
Uma parte
marcante do livro é quando Ivan começa a pensar sobre os métodos de
dedução: “Caio é homem,, os homens são
mortais, logo Caio é mortal” e pensar dessa forma não coloca todos os impactos
da verdadeira mortalidade, porque ‘Caio’ é um nome para nós, mas nós somos uma
vida inteira de alegrias, tristezas, lutas,recompensas, problemas e soluções.Assim,
falar que ‘Caio’ vai morrer não nos dá a consciência de morte. A consciência da
mortalidade nos faz ter que pensar: o que realmente nos fará feliz? Como
aproveitar a vida de verdade? A consciência da mortalidade nos faz ter que
sofrer de doenças mortais, nos faz sentir dor, nos faz mudar completamente quem
parecemos ser. A consciência da mortalidade nos faz sentir prazer em mínimos
detalhes e sentir ódio dos mínimos detalhes.
Este livro nos
faz repensar nossas ações para nos tornarmos pessoas melhores. Uma novela que
deveria ser lida por todos, principalmente por aqueles que colocam o dinheiro
acima de tudo e a opinião da sociedade acima de tudo e acabam esquecendo como
ser felizes de verdade como eram na infância.
Obrigada! Espero que gostem e comentem o que
acharam! BjsssS2
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Mariana Mancini

Nossa, muito bom!
ResponderExcluirAdorei! Ótima resenha! Vou ler
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